Maués.

Maués é um município brasileiro no interior do estado do Amazonas, pertencente à Mesorregião do Centro Amazonense e Microrregião de Parintins, sua população estimada é de 60.000 habitantes, municípios limítrofes ao sul: Apuí; a oeste: Borba, Nova Olinda do Norte, Itacoatiara; ao norte: Urucurituba, Boa Vista do Ramos, Barreirinha; a leste: o Pará e seus municípios: Jacareacanga, Itaituba, Aveiro, Juruti, a cidade é reconhecida nacionalmente por possuir uma das maiores expectativas de vida do país e esta distante 356 km da capital.

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Considerada uma das cidades mais bonitas do Amazonas, graças às suas praias de areia branca e águas transparentes, Maués surgiu a partir de um povoamento chamado Luseia, na margem direita do rio Maués-Açu. Em 1833, Luseia foi elevada à categoria de Vila e sede do município, mas somente em 1892 passou a se denominar Maués. Conhecida como a “Terra do Guaraná”, em virtude de o fruto ser cultivado pelos índios Mundurukus e Maués, que viviam no lugar, a cidade propicia ainda hoje o contato direto com a cultura de algumas tribos indígenas, entre as quais a dos Sateré-Mawé. O nome Sateré quer dizer “lagarta de fogo”, significado este que faz referência ao clã desta comunidade. Maué quer dizer “papagaio inteligente e curioso” e não tem referência de cunho hierárquico entre os índios.

O relevo é constituído pelo tipo Planície Amazônica, variando de plano a suave ondulado, e destacam-se lagos, furos, paranás e depósitos fluviais recentes.
A vegetação do município está classificada como Floresta Tropical Densa, sub-região dos Baixos Platôs da Amazônia, com exuberante cobertura vegetal ombrófila da Floresta Densa, com predominância de árvores emergentes de grande porte.
A hidrografia tem como seus principais leitos os rios Maués-Açu, Maués-Miri, Urupadi, Andirá, Paracuni, Arari, Apocuitaua, Pupunhal e Amana.

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Na margem direita do Rio Maués-Açu foi fundada, em 1798, por Luiz Pereira da Cruz e José Rodrigues Preto, à distância de 268 km, em linha reta, e 356 km, pela via fluvial, de Manaus, e são datas festivas municipais em homenagem à São Sebastião (10 a 20 de janeiro), ao Divino Espírito Santo (22 a 30 de maio), à São Pedro (27 a 30 de junho), à padroeira Nossa Senhora da Conceição (01 a 8 de dezembro), assim como a Festa do Carnaval Popular (21 a 24 de fevereiro), do aniversário do município (26 a 27 de junho), da Ilha de Vera Cruz (23 a 25 de julho), do Verão (de 05 a 7 de setembro), da Feira Industrial (06 a 8 de novembro), e do Guaraná (em novembro).

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Inicialmente, foi denominada Luseia, e progredindo com o tempo transformou-se em missão carmelita, com nome de Maués. O líder, nessa época, foi o frei Joaquim de Santa Luzia.
Por um decreto de 25 de junho de 1833 a missão foi considerada vila, sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição de Luseia.
Em outubro de 1848, pela Lei nº. 146, Luséa perde parte do seu território, dando origem ao Município de Vila Bela da Imperatriz (atual Parintins). Em 11 de setembro de 1865, através da Lei Provincial nº. 151, a sede de Luséa passa a denominar-se VILA DA CONCEIÇÃO .
Em 1853, pela lei nº 25 de 3 de dezembro, da iniciativa do Deputado Marcos Antônio Rodrigues de Souza, a vila tornou-se cidade, chamada São Marcos de Mundurucânia.
Consta como uma das freguesias da província, denominada Maués, em 1958.
O Deputado José Bernardo Michiles, em 1865, apresentou projeto, tendo sido aprovado, pela mudança do nome de Maués para Conceição.
Em 4 de novembro de 1892, pela Lei Estadual nº. 35, o município e sua sede passam a denominar-se MAUÉS 4 , que significa “cidade dos papagaios inteligentes e faladores” . Em 5 de outubro de 1895, pela Lei Estadual nº. 133, é criada a Comarca de Maués, embora só tenha sido instalada em 9 de março de 1896. Em 4 de maio do mesmo ano, a Lei Estadual nº. 137, torna público a elevação de Maués à categoria de cidade. Em 28 de novembro de 1930, na fase da Revolução Nacional, Maués foi mantido como Município, pelo Ato 33, sendo sancionado pelo Ato nº. 45 de 1931. Em 19 de dezembro de 1955, pela Lei Estadual nº. 96, Maués perde parte de seu território, dando origem ao município de Nova Olinda do Norte. Em dezembro de 1981, através da Emenda Constitucional nº. 12, Maués novamente, perde parte de seu território, dando origem ao município de Boa Vista do Ramos.

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A economia se baseia principalmente na agricultura, na produção local de guaraná e na pecuária.

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O Museu do Homem de Maués foi inaugurado em novembro de 2009. O museu abriga peças arqueológicas e artesanais que retratam a história da cidade, além de esculturas feitas do pó de guaraná, mapas geográficos do município, peças arqueológicas com mais de mil anos, além de machados de pedra, vasos e instrumentos rústicos que produzem a trilha musical da lenda do guaraná.

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Prefeitura

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