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Cada aldeia indígena tem um padrão estético que se reproduz nos objetos utilitários como cestas, redes, adornos e armas. Feitos com madeira, fibras, cerâmica, sementes, plumagem, dentes e ossos de animais, Alguns desses objetos são enfeitados com penas de aves ou pintados com corantes naturais extraídos de cascas de árvores ou sementes como as do urucum.

A obra ” Livro do artesanato Waiãpi “ apresenta peças de utensílios para casa, instrumentos de caça e pesca, objetos de uso pessoal e adornos, instrumentos musicais, bem como o artesanato, dos Waiapi que usam desenhos mitológicos para explicar suas origens.

O artesanato é uma boa fonte de renda dos povos indígenas do Amapá, e não é diferente para os Waiãpi que para fugir da catequização dos jesuítas no século XVII, abandonaram sua área de origem, baixo Xingu no estado do Pará, e ocuparam o ponto mais extremo do Brasil, entre os rios Oiapoque, Jari e Amapari.

Os Waiãpi quase foram extintos no começo do século por causa do contato com os extrativistas como os seringueiros. Na década de 70 enfrentaram o mesmo problema com os garimpeiros que invadiram a área, a partir da recém-chegada Rodovia Perimetral Norte.

Nos anos 80, os Waiãpi conseguiram expulsar os invasores, desde então mantêm constante vigilância nos limites de sua terra. Nesse período assumiram a faiscação de ouro aluvionar, uma atividade que eles realizam dentro do seu ciclo tradicional de atividades extrativistas e que atende a algumas de suas necessidades (armamento, tecidos, redes). Nos garimpos controlados pelos índios, não se usa mercúrio e as áreas trabalhadas são convertidas em plantações de frutíferas.

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