Laranjal do Jari.

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Laranjal do Jari é um município no sul do Estado do Amapá, a área é de 29.699 km², seus limites são Vitória do Jari e Mazagão a norte, Gurupá (PA) a leste e Almeirim (PA) a sul e oeste.

É o terceiro município mais populoso do Amapá. Seus habitantes extraem da floresta produtos como copaíba e andiroba, usados na fabricação de cosméticos.

A fisiografia desse município destaca a contribuição das bacias hidrográficas dos rios Jari e Cajari e a presença do domínio da floresta densa de terra firme ocupando integralmente todo o município com uma área aproximada de 7.791,30 km². Em quase toda sua extensão, esse domínio é destacado por tipologias de floresta densa de baixos platôs. Outras características desse domínio natural:

– riqueza em essências madeiráveis (maçaranduba, acapu, angelins, louros etc), resiníferas (breus, jatobás), oleaginosas (copaíba, bacaba, virolas etc), laticíferas (sorvas, maçarandubas), fibrosas (cipó-titica, envireiras, timbó-açu, imbé), medicinais (amapá doce e amargo) e frutíferas (piquiá, bacabas);

– baixa fertilidade natural dos solos;

– maior área de distribuição da castanha-do-brasil no Estado.

O Município de Laranjal do Jari foi criado em 17 de dezembro de 1987, tendo suas origens ligadas a episódios da história de colonização do rio Jari e, mais recentemente, às influências socioeconômicas decorrentes da implantação e funcionamento do Projeto Jari Florestal. Devido a isso, o município ainda hoje convive com situações contraditórias, ora se defrontando com a busca de nova identidade produtiva, ora com soluções de problemáticas estigmatizadas, traduzidas pelas precárias condições de vida das palafitas.Laranjal do Jarí estende-se ao longo do Rio Jari, fazendo fronteira com o Estado do Pará e com a Guiana Francesa, no trecho próximo à foz do Rio Amazonas. Localizada em área estratégica, a região foi alvo de interesses ingleses, franceses e portugueses durante os séculos XVII e XVIII. As primeiras habitações foram construídas às margens do rio, mas a ocupação do local só se intensificou no final do século XIX, com as migrações de nordestinos para as áreas extrativistas da floresta amazônica. Nessa época, a economia do povoado baseava-se na coleta ou extração da borracha e da castanha, mas também havia o comércio de maçaranduba, timbó, ouro e de essências de copaíba e de andiroba, utilizadas para fins medicinais.
Em 1967, uma ampla parcela da área foi comprada pela empresa do Grupo Ludwig para a exploração agro-florestal, mineral e industrial. O empreendimento, considerada polêmica, provocou desmatamentos e, conseqüentemente, uma significativa destruição dos castanhais e seringais, principais fontes de sustento da população da floresta. A possibilidade de emprego atraiu uma expressiva quantidade de trabalha¬dores, que acabaram formando um povoado denominado Beiradão. Mais tarde, o local passou a se chamar Laranjal do Jari e, em 1987, obteve emancipação política (lei nº.7.639/87)

A região que hoje corresponde ao Vale do Jari foi habitada, primeiramente por indígenas waianos e apalais e, mais tarde por nordestinos que vieram trabalhar na extração da borracha. Dentre essa leva de nordestinos destacou-se um cearense chamado coronel José Júlio de Andrade que teve poder de vida e morte na região; pois, aos 35 anos de idade se consolidou como o maior latifundiário do mundo, adquirindo cerca de 3,5 milhões de hectares de terras por meios lícitos e, principalmente ilícitos através de expropriação e da sua condição de deputado estadual e senador pelo Estado do Pará, sendo combatido pela revolta tenentista que o obrigou a vender sua empresa Jari para um grupo empresários portugueses, em 1948 sendo vendida mais tarde para o milionário norte americano Daniel Ludwig.

A sede do município caracteriza-se por duas áreas distintas, uma situada em terra firme e outra em terreno alagado, sobre palafitas, na qual se concentram aproximadamente 70% da população.

Festival da castanha-do-brasil, em abril já representa um dos acontecimentos de grande significado para o município, pois vem conseguindo chamar a atenção para a questão extrativa da castanha-do-brasil, particularmente, devido aos êxitos conseguidos a partir das mudanças promovidas no processo de comercialização desse produto natural.

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Prefeitura

Wikipédia
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