A Araruta (Maranta arundinacea), espécie do gênero Maranta, é uma erva cuja raiz tem fécula branca tem propriedades alimentícias e medicinais. Existe grande variedade dessa planta. Em São Paulo existe a Caisulta, Comum, G’gante, Especial, Imbiri, Palmeira, Raiz Redonda e Ramosa, sendo que a Caixulta é a melhor.

Araruta originária das regiões tropicais da América do Sul.

A araruta é uma planta originária das regiões tropicais da América do Sul. Estudos arqueológicos mostram evidências do cultivo de araruta nas Américas há, pelo menos, 7.000 anos. Muitos países a cultivam, espalhou-se pelo mundo todo, sendo o sue comércio muito forte no exterior. Algumas tribos do Brasil já aconheciam como Arú-Arú e os os Caraíbas acreditavam que a farinha de araruta constituía um neutralizador do veneno impregnado das flechas atiradas pelos seus inimigos. Do seu nome indígena, os portugueses adaptaram-no para Araruta.

Segundo a sabedoria popular, a araruta tem vários usos os medicinais: contra as febres intermitentes, contra a dispepsia, sendo que seu suco acre serve contra a mordedura de cobra e picada de insetos e quando colocado sobre a língua aumenta a salivação. Serve como forração no paisagismo e é muito indicada para a engorda de suínos, mas é na culinária que o uso desta planta se destaca, recomendada para pessoas com restrições alimentares ao glúten (doença celíaca).

Araruta originária das regiões tropicais da América do Sul.

Considerada como um alimento de fácil digestão, a célebre farinha de araruta, muito nutritiva, delicada, inodora e analéptica e entra em todas as combinações que se queira fazer com leite e água, servindo ainda para muitos outros pratos como bolos, cremes, doces, biscoitos, etc. Por esta característica, é indicada para idosos, crianças pequenas e pessoas com debilidade física ou doentes em recuperação. Também pode se produzir papel com a araruta.

Próximo às margens baixas dos rios e lagos, onde o solo permanece sempre alagado, formam-se banhados e aparecem plantas típicas de brejos de água doce, entre as quais a taboa, a araruta, o piri, o papiro e as bananeiras.

Araruta originária das regiões tropicais da América do Sul.

Encontra-se em processo de extinção devido a indústria alimentícia ter substituído o polvilho de araruta pelo de mandioca ou pela farinha de trigo ou milho, prejudicando assim o cultivo daquela planta. A EMBRAPA Agrobiologia tem feito um trabalho de resgate da araruta em sua Fazendinha Agroecológica Km 47, onde as variedades são cultivadas organicamente. A cidade de Conceição do Almeida-BA, desenvolve essa prática também, com grande sucesso.

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